
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Novos Moradores

Pois é, já há tempos que andava para vos contar, mas o tempo não tem sido muito.
Sr. Paulo Henrique.
Foram mais uns que se apaixonaram pela fajã
e resolveram comprar o prédio ao Sr. Aníbal, mais conhecido pelo prédio do ti Cãmara, ou casinha do ti Cãmara.
e resolveram comprar o prédio ao Sr. Aníbal, mais conhecido pelo prédio do ti Cãmara, ou casinha do ti Cãmara.
E como qualquer morador da fajã que se prese, depois de ter posto a casa mais ao menos à sua vontade, nomeadamente colocado alguns beliches para que todos possam dormir, já que a família é maior, toca de convidar os amigos e demais pessoas que estavam lá em baixo nesse dia e faz-se já ali um churrasco para celebrar o acontecimento. 

quinta-feira, 14 de maio de 2009
Os Visitantes
Com a chegada do bom tempo vão voltando as visitas à fajã.
Tanto passam os turistas como as pessoas da terra, que aproveitam para conhecer mais um pouco do seu território, ou até simplesmente o prazer de caminhar.

Mas aquilo que poderia parecer um aborrecimento ou um incómodo para os locais, pois nesta altura do ano há muito para fazer, torna-se em mais um motivo de alegria.

As pessoas da fajã gostam de receber, e se aparece alguém diferente do habitual, deixam o trabalho, abrem as suas portas e confraternizam alegremente.

Oferecem daquilo que têm, seja um copito de vinho, uma Angelica ou uma aguardente, mas principalmente a sua companhia e boa disposição

Como costumamos dizer: na Fajã d'Além qualquer coisa se torna num motivo de festa.

Desta feita passaram por cá um grupo de escuteiros do Agrupamento de Santo Amaro e um grupo do núcleo de S. Jorge dos montanheiros.
Esperemos que tenham tido uma estadia agradável.
quarta-feira, 4 de março de 2009
Deitar a semente à terra

Como falei à alguns dias atrás, o sol voltou à fajã, ou melhor dito está a voltar aos poucos, ocupando cada dia mais um pedacinho de terra, e é necessário voltar a lançar a semente à terra, para que esta após uma pausa de alguns meses nos volte a dar aquilo de que necessitamos para a nossa alimentação.
Assim sendo lá vamos nós, após mais uma semana de trabalho, descer até ao nosso "paraíso" passando por este carreiro que se encontra em razoável estado de conservação, após algumas derrocadas que de vez em quando acontecem, principalmente no Inverno, mas que os "habitantes" da fajã tentam arranjar de imediato.
Ao fundo já se vêm algumas pessoas a iniciar mais um dia de trabalho.
As couves velhas são arrancadas, pois já existe um canteiro de novas prontas a serem replantadas.
nos terrenos mais pequenos, como no do Lucas ou do Trotas, que não dão para ser lavrados com a ajuda de animais, semeia-se ao alvião, que era o processo mais usado antigamente.
As batatas doces que ainda havia na terra tiveram de ser apanhadas para colocar as outras
por isso é necessário ensacá-las e carregá-las,
para trazer para fora da rocha, onde nesta altura do ano são bastante apreciadas, para comer com torresmos, ou linguiça, ou morcela, ou até mesmo para colocar numa açorda, ou numa sopa.

São horas de regressar, mas o vizinho, que teve de sair mais cedo, esqueceu-se de uma das portas abertas, é preciso ir fechá-la. Não por causa dos ladrões que felizmente não abundam por enquanto, mas principalmente porque o vento pode dar algum prejuízo.

São horas de regressar, mas o vizinho, que teve de sair mais cedo, esqueceu-se de uma das portas abertas, é preciso ir fechá-la. Não por causa dos ladrões que felizmente não abundam por enquanto, mas principalmente porque o vento pode dar algum prejuízo.

o regresso é longo e difícil, depois de um dia de trabalho, mas vimos contentes e com certeza do dever cumprido e, principalmente descançados da cabeça.

Durante a viagem, não deixamos de olhar para trás a apreciar o nosso trabalho, e ficamos contentes ao constatarmos que há pelo menos mais três manchas castanhas, sinal de que continua a haver vida na Fajã d'Além.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Um novo ciclo começa
Pois é o sol voltou, e um novo ciclo começa na fajã d'além.
De facto assim é, terminou o ano civíl, mas ainda antes dele o sol deixou de dar na fajã por alturas de Novembro e só agora está a regressar. Não é que ele tenha ido embora mas como nasce e se põe mais para sul a rocha encobre-o não o deixando refletir em terra. Mas graças a Deus é por pouco tempo e, como dizia o ti Morais por voltas do dia 8 de Fevereiro ele volta começando de fora para dentro, e passados alguns dias já aquece a fajã toda com os seus raios, assim o tempo o permita.
No intervalo em que a fajã esteve de folga ainda ouve tempo para se festejar a passagem de ano que este ano teve apenas três pessoas: O Ilídio, o José Luís e o Rodolfo, mas que nem por isso deixou de ser animada. havendo inclusive o habitual fogo de artefício.


Também não faltou o vinho e a carne assada num óptimo jantar de despedida do ano velho.
No intervalo em que a fajã esteve de folga ainda ouve tempo para se festejar a passagem de ano que este ano teve apenas três pessoas: O Ilídio, o José Luís e o Rodolfo, mas que nem por isso deixou de ser animada. havendo inclusive o habitual fogo de artefício.
Mas com a chegada do sol também recomeça um novo ciclo na fajã d'além. Esta que parecia ter estado adormecida durante alguns tempos, volta a ver regressar as pessoas porque é necessário voltar a semear e a plantar. Começa-se também já a limpar as vinhas, pois dentro em pouco começam as "cavagens".
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